
Perde força a ideia de um ‘selo de qualidade’ do TSE para institutos de pesquisa
Proposta foi feita pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, mas, pelo menos, quatro motivos desmotivaram seu andamento

Proposta foi feita pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, mas, pelo menos, quatro motivos desmotivaram seu andamento
A ideia de criar um “selo de qualidade” para institutos de pesquisa de opinião perdeu força dentro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme a CNN Brasil, nesta quinta-feira (23). A proposta foi feita pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, mas, pelo menos, quatro motivos desmotivaram seu andamento.
O primeiro é a falta de consenso dentro do TSE sobre a ideia devido a dúvidas sobre a capacidade técnica do Tribunal de executar a proposta. Alguns ministros entendem não ser competência da Corte tratar desse assunto.
Já a segunda razão é a reação negativa dos grandes institutos. Entidades como a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) e a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel) se posicionaram contra esse projeto.
Entre as justificativas, as associações citaram a liberdade metodológica dos institutos e o reconhecimento de que não há metodologia única obrigatória para pesquisas eleitorais.
Conforme as associações, “reforçar a transparência é positivo e necessário”, mas “o risco está em transformar casos específicos em restrições gerais que possam empobrecer o mercado, aumentar custos, reduzir a pluralidade metodológica e limitar o acesso da sociedade a informações relevantes durante o processo eleitoral”.
A terceira razão seria a crítica feita pelo Conselho Federal de Estatística. Em nota, a entidade afirmou que “pesquisas de intenção de voto são estimativas válidas apenas para o momento da coleta, não previsões, e que comparar institutos pela proximidade numérica ao resultado final ignora margens de erro, diferenças metodológicas, recortes temporais que favorecem pesquisas de véspera, a inexistência de um critério estatístico único de ‘maior acerto’ e o risco de convergência artificial entre institutos”.
Para fechar, o quarto motivo foram as críticas de grandes veículos de comunicação.
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