Brasil, 23 de julho de 2026
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Escritório de Flávio Bolsonaro gerou R$ 1,5 mi em notas a investigados do caso Master

Dois de três documentos foram cancelados; papéis foram emitidos no intervalo de três dias

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O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu três notas fiscais no valor de R$ 500 mil cada para empresas comandadas por um empresário suspeito de ligação com operações investigadas no caso Master. A informação foi revelada pelo Metrópoles na quarta-feira (22).

Segundo divulgado, os documentos foram gerados em um intervalo de três dias e dois deles foram cancelados. As notas têm relação com “assessoria jurídica”.

As duas primeiras foram geradas em 7 de abril para a empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A. Essas duas foram canceladas. Contudo, no dia 9 de abril, foi emitido um terceiro documento – também de R$ 500 mil – para a empresa Contábil Correa. Esta foi mantida.

Ambas as empresas, a Copenhagen e a Contábil Correa, tiveram em momentos diferentes Rogério Lourenço Novo como administrador. Outro nome ligado à primeira empresa é Artur Figueiredo. Além de sócio majoritário, ele também é diretor financeiro da Trustee DTVM – principal administradora dos fundos do Master Asset Management, braço de gestão de recursos do grupo Banco Master, segundo relatórios da PF.

Conforme apurado, nas duas notas canceladas feitas para a Copenhagen Assessoria, o e-mail de administração da empresa aparece ligado à Trustee DTVM. Figueiredo, inclusive, continua nesta última, mas deixou a Copenhagen em julho do ano passado, ocasião em que Rogério assumiu seu lugar.

Após a repercussão, Flávio Bolsonaro publicou nas redes sociais um vídeo em que nega irregularidades. Ele afirma que recebeu R$ 500 mil por serviços advocatícios privados em trabalhos sem ligação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

“Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios, tudo certo, relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para esta empresa chamada Copenhagen, que supostamente é usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas. Não foi o meu caso”, afirmou.

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