Brasil, 26 de maio de 2026
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Cláudio Castro é novamente alvo da PF

Corporação investiga o aporte de R$ 3 bilhões da Rioprevidência no banco de Vorcaro

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Nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira (26), mirou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ). A Polícia Federal (PF) investiga o aporte de R$ 3 bilhões da Rioprevidência no Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A corporação cumpre dez mandados na oitava fase da ação. Em nota, a PF informou que “a investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024”.

Os outros R$ 2 bilhões vieram depois, totalizando o bolo de R$ 3 bilhões.

Esta não é a primeira vez que Castro é alvo da PF neste mês. No último dia 15, a corporação realizou buscas em endereços do ex-governador do Rio de Janeiro e contra o dono da Refit, Ricardo Magro.

A Operação Sem Refino investiga a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de usar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. A operação ocorreu no âmbito das apurações do caso Refit, um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do Brasil. Vale citar que, em 2023, a antiga refinaria de Manguinhos conseguiu um incentivo fiscal para ampliar seu mercado no setor de óleo diesel do então governo Cláudio Castro.

Confira a nota da PF na íntegra sobre a ação desta terça-feira:

“Na manhã desta terça-feira, 26/5, a Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero para apurar a possível prática de crimes financeiros no âmbito do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro – Rioprevidência.

Na ação de hoje, policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Rio de Janeiro/RJ e em Brasília/DF.

A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Nesta fase, apura-se aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência.”