
Sob pressão de moradores, Prefeitura de Goiânia suspende corte de árvores no Lago das Rosas
A forte repercussão negativa levou a prefeitua a recuar do corte de 48 árvores no Parque Lago das Rosas, em Goiânia,

A forte repercussão negativa levou a prefeitua a recuar do corte de 48 árvores no Parque Lago das Rosas, em Goiânia,
A Prefeitura de Goiânia recuou e suspendeu o corte e a substituição de árvores no Lago das Rosas, no Setor Oeste, em Goiânia. A presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Zilma Percussor Campos, esteve no local acompanhada de técnicos e servidores da agência, durante um debate acalorado com moradores, frequentadores e especialistas contrários à intervenção.
A forte repercussão negativa pelo corte de 48 árvores no Parque Lago das Rosas, em Goiânia, dentro de um projeto de revitalização do espaço, levou a direção da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) a participar de uma reunião de um grupo de trabalho ligado à discussão da arborização urbana no local, com especialistas e entidades ligadas à questão ambiental e paisagística.
A agência defende o projeto, elaborado por ela própria, e diz que a retirada das árvores é medida preventiva necessária para evitar riscos à integridade física dos frequentadores.
Segundo a prefeitura, o corte das árvores faz parte das obras de modernização do parque, que incluem melhorias na iluminação, drenagem, pista de caminhada, construção de playgrounds, academias ao ar livre e espaços para pets. A administração municipal afirma que as espécies passaram por avaliação técnica e apresentam problemas estruturais, como fungos, necroses, galhos secos e risco de queda. Em compensação ambiental, a previsão é de plantio de pelo menos 112 mudas durante a execução do projeto.
Moradores, ambientalistas e frequentadores do parque, no entanto, questionaram a transparência do processo e defendem análises individualizadas antes da remoção das árvores. A Associação dos Moradores e Frequentadores do Parque Lago das Rosas afirma que algumas espécies saudáveis também serão retiradas para dar espaço a novos equipamentos urbanos, como áreas destinadas a pets.
O grupo critica ainda a substituição de árvores adultas por mudas jovens, alegando impactos no conforto térmico, na qualidade do ar e na preservação ambiental da região.
A repercussão do caso mobilizou moradores, que organizaram manifestação neste domingo (24), em frente ao zoológico. Especialistas também apontam preocupação com possíveis impactos ambientais e com a descaracterização histórica e paisagística do parque, um dos mais tradicionais cartões-postais da capital goiana.