Prédio histórico que integra patrimônio arquitetônico de Goiânia, a antiga sede do jornal O Popular, na Avenida Goiás, no Centro da capital, foi comprado pela Assembleia Legislativa.
O negócio imobilário foi fechado antes das empresas da famíla Câmara serem vendidas ao Grupo Zahram, do Mato Grosso do Sul. O valor da transação não foi revelado.
De acordo com fontes da Assembleia Legislativa, a ideia é usar a edificação para a instalação de um museu sobre a história do Legislativo, o que pode ser mais umas das excentricidades nababescas do presidente Bruno Peixoto.
Em última análise, o gasto da compra do prédio se configura incoerente, uma vez que o museu poderia ser instalado no Bosque dos Buritis, onde foi erguido o Palácio Alfredo Nasser, que sediou a Assembleia e foi doado sem qualquer justificatica plausível na gestão de Lissauer Vieira ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
A redaçao do jornal O Popular funcionou no local durante muitos anos antes de ser transferida para a sede atual, no alto da Serrinha. Com um certo desprezo pela história, a antiga sede deixou de ter valor para os herdeiros da família Câmara. Nos últimos meses, uma amassada placa de venda adornou a fachada do velho edifício.
Apaixonado pela história de Goiânia e de Goiás, o jornalista e escritos Iuri Godinho registrou em tom de lamento a colocação à venda do prédio e chegou a sugerir que a família Câmara voltasse atrás na decisão e montasse ali um museu da imprensa goiana.
A ideia, pelo visto, não prosperou e a antiga sede de O Popular agora vai virar mais um puxadinho da Assembleia Legislativa.