
Casa Branca confirma encontro de Trump com Lula nesta quinta-feira (7)
A comitiva brasileira deve iniciar o deslocamento para Washington às 13h desta quarta-feira (6), com previsão de retorno na sexta-feira (8)

A comitiva brasileira deve iniciar o deslocamento para Washington às 13h desta quarta-feira (6), com previsão de retorno na sexta-feira (8)
A Casa Branca confirmou, nesta terça-feira (5), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (7). O objetivo do encontro é discutir assuntos econômicos e de segurança de importância compartilhada.
A comitiva brasileira deve iniciar o deslocamento para Washington às 13h desta quarta-feira (6), com previsão de retorno na sexta-feira (8). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, integra a comitiva presidencial. A presença da equipe econômica reforça a intenção de consolidar a parceria estratégica anunciada em abril, focada na asfixia financeira do crime organizado
Um dos eixos centrais da visita será o fortalecimento da segurança pública e a repressão às redes criminosas que atuam nos dois países. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou que o Brasil pretende formalizar parcerias de inteligência e controle.
“Em relação ao crime organizado, esse é um tema que o presidente Lula já levou ao presidente Trump, e vai levar novamente, que é um acordo para o combate a organizações criminosas transnacionais, ao crime organizado transnacional”, disse Alckmin em entrevista à Globonews nesta terça-feira.
O vice-presidente ressaltou que a cooperação técnica é fundamental para o sucesso das operações. “Nós podemos fazer muita parceria nessa área, controle de fluxo financeiro, investigação. Esse é um tema extremamente relevante”, completou.
Apesar da agenda colaborativa, o diálogo ocorre em um ambiente de cautela diplomática. Há um debate nos Estados Unidos sobre a reclassificação de facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas. O governo brasileiro teme que tal mudança na designação abra brechas legais para intervenções estadunidenses em território nacional, tese que o Palácio do Planalto tenta evitar.
Lula e Donald Trump mantêm visões distintas no espectro político global. No último ano, a relação foi marcada por discursos de defesa da soberania brasileira após os Estados Unidos imporem tarifas sobre produtos nacionais. Além disso, a eclosão da guerra contra o Irã reduziu o ritmo das negociações para este encontro, que inicialmente foi cogitado para março.