
PEC do fim da escala 6×1 passa na CCJ e depende de Motta para avançar
Presidente da Câmara deve definir um relator na comissão especial para dar andamento ao processo

Presidente da Câmara deve definir um relator na comissão especial para dar andamento ao processo
Passou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (22), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho. Agora, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve definir um relator na comissão especial para dar andamento ao processo.
Motta já destacou que gostaria de um nome de centro favorável ao projeto. Inclusive, como na CCJ, o escolhido pode ser novamente Paulo Azi (União Brasil-BA).
É possível aguardar até 40 sessões na comissão especial antes de avançar. Contudo, o presidente da Casa quer que a PEC avance antes disso para ser apreciada até o fim de maio.
Esta PEC, vale citar, reúne duas propostas: a de Reginaldo Lopes (PT-MG) e a de Erika Hilton (Psol-SP) – esta última foi apensada. Elas estipulam a redução para 36 horas semanais, período que deve mudar para 40 horas, de forma gradual. Além disso, no caso do texto de Erika, a demanda era pela escala 4×3, o que não tem chance de prosperar.
Relator da matéria na CCJ, o deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) apresentou parecer favorável na última semana.
Conforme o parecer, a tendência é a redução para o modelo 5×2, ou seja, com duas folgas semanais. A votação na CCJ estava prevista para a última semana, mas foi adiada após pedido de vista dos deputados Bia Kicis (PL-DF) e Lucas Redecker (PSD-RS).
Além da PEC, o governo Lula (PT) também enviou um projeto de lei sobre o mesmo assunto para tentar uma tramitação mais rápida.