Brasil, 16 de outubro de 2026
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Política

Único a votar contra 6×1, Mourão diz que esperava apoio pelo menos 10 senadores

"Eu não negocio as minhas convicções, eu tenho uma biografia, eu tenho honra, eu tenho valores. Eu acho que na política tem uma linha limite"

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Único senador a votar contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) pelo fim da escala 6×1, Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse que esperava o apoio de pelo menos dez colegas. A declaração ocorreu no programa Timeline, da Rádio Gaúcha, na quinta-feira (15).

“Eu não negocio as minhas convicções, eu tenho uma biografia, eu tenho honra, eu tenho valores. Eu acho que na política tem uma linha limite, né? Aquilo que a gente, na linguagem militar, chama de última linha de defesa. Daqui eu não recuo mais”, afirmou.

O Republicanos havia orientado a bancada a votar a favor da medida, mas o ex-vice-presidente não acatou. “Eu tinha esperança de que pelo menos uns 10, 12 estivessem comigo nessa votação.”

Outros três senadores do PL não votaram: Sergio Moro (PR), Marcio Bittar (AC) e o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho (RN). Os demais votaram “sim”.

Aprovação

O Senado aprovou em dois turnos, na quarta-feira (14), a PEC 221/2019, que reduz a jornada de trabalho e estabelece dois dias de descanso semanais. Foram 75 votos favoráveis e um contrário em ambas as votações. Inicialmente contrário, o PL decidiu apoiar o texto.

Na data, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou a aprovação da proposta. “Hoje é dia de comemorar uma conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. O fim da 6×1 é mais do que uma mudança na jornada. É mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida”, escreveu nas redes sociais.

“Quem trabalha tanto para construir o Brasil também merece ter tempo para viver. É uma vitória dos trabalhadores e trabalhadoras. É o Brasil pronto para mais”, emendou.

O presidente acompanhou a votação do Palácio da Alvorada. A pauta era uma de suas bandeiras na campanha de reeleição.  

Confira a proposta:

  • dois dias de descanso na semana, sem redução salarial
  • redução da jornada máxima de 44 horas semanais para 40 horas.
  • 60 dias após a promulgação: empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada para 42 horas semanais.
  • 12 meses: a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
  •  jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração igual ou superior a R$ 21.188,87, desde que seja mantida a escala 5×2. Duração da jornada poderá ser definida por negociação direta entre empregador e empregado.
  • preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas para disciplinar situações específicas e categorias submetidas a regimes diferenciados.

A promulgação acontece nesta sexta-feira (16). A sessão solene contará com a presença de Lula.

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