Brasil, 29 de setembro de 2026
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Pela 2ª vez em dois anos, Paulo Daher é destituído de partido; DC decide apoiar Daniel Vilela

Após ser removido do PP em 2024, dirigente perde o comando do DC e sigla deixa a coligação de Marconi Perillo para fechar com o MDB

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Paulo Daher não é mais presidente estadual do Democracia Cristã. A Executiva nacional do partido resolveu tirá-lo do comando para apoiar a reeleição do governador Daniel Vilela (MDB).

Nas convenções, o DC foi anunciado como parte da coligação do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). A intervenção, contudo, foi oficializada na segunda-feira (28), em reunião em Goiânia. Participaram o secretário-executivo nacional do DC, Eudo Freire, o presidente estadual do MDB, Haroldo Naves, e candidatos do DC.

Na ocasião, os filiados e candidatos reclamaram da Direção de Daher, sobretudo por decisões unilaterais e mal tomadas. “Há indícios de que ele fez uma negociação de interesses pessoais [com Marconi]. Você não vende um partido que é respeitado há 60 anos”, disse Freire.

“A ata [da convenção] é só um documento que foi feito, da ignorância política que foi feita. Para vocês, o mais importante é isso agora, é o apoio ao Daniel”, reforçou o secretário sobre o apoio à reeleição do governador. Segundo ele, a decisão tem o aval do presidente nacional da legenda, João Caldas.

Histórico de destituições

Esta não é a primeira vez que Daher é retirado da liderança de um partido. Em 2024, ele foi removido da presidência metropolitana do PP após articular a vice do então candidato à prefeitura Vanderlan Cardoso (PSD).

Antes, em convenção, o então candidato Sandro Mabel (União Brasil) já havia anunciado o PP em sua base. Enquanto ele e Vanderlan diziam ter o partido em suas respectivas coligações, a assessoria jurídica do partido de Alexandre Baldy articulava a derrubada da ata de Paulo Daher, que favorecia o PSD.

Dessa vez, ele fracassou em liderar um partido muito menor. Desagradou os filiados e foi acusado de colocar os interesses pessoais à frente da sigla, o que teria ocorrido em 2024.

Antes da remoção do DC, ele chegou a dizer que se tratava de um movimento de “dissidentes” e que permaneceria à frente da legenda. “Não aceito que movimentos de dissidentes sejam apresentados ao povo goiano como se representassem a posição que defendo à frente do Democracia Cristã. Continuo na presidência estadual, em diálogo com a direção nacional, e mantenho meu compromisso com a eleição de Marconi Perillo.”