
Michel Temer pede paz institucional e cobra decisão célere do STF
Ex-presidente divulga pronunciamento nas redes sociais e defende a integridade do Supremo

Ex-presidente divulga pronunciamento nas redes sociais e defende a integridade do Supremo
O ex-presidente Michel Temer (MDB) pediu harmonia, paz e a defesa da Constituição em vídeo divulgado nas redes sociais, na quarta-feira (9). O emedebista decidiu se manifestar para tratar do “clima de conflito e apreensão que se instalou no país”, sobretudo devido à crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Há, penso eu, no mínimo, uma grave dificuldade em compreender o papel das nossas instituições. Isso ocorre justamente no momento em que a democracia mais precisa ser exercitada”, afirmou o emedebista ao se referir às eleições.
Segundo Temer, “diante dos conflitos internos que hoje expõem a nossa Suprema Corte, eu sinto o dever cívico, pela vida pública que construí, de dirigir uma palavra de serenidade à nação. Mas, para tanto, impõe-se que a Corte Suprema logo decida a questão para impedir clima de instabilidade no país”.
Apesar de pedir celeridade, ele destacou que “preservar a harmonia dos poderes é uma questão de sobrevivência para a nossa República” e que “a Constituição nada mais é do que a expressão máxima da vontade do povo”.
“Portanto, toda desobediência ao texto constitucional não é apenas uma inconstitucionalidade de natureza jurídica. É, acima de tudo, uma desobediência direta à vontade soberana do povo brasileiro”, argumentou. Para ele, “o que deve prevalecer não são as pessoas, mas sim as instituições. Falo, em particular, do Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal Federal é o guardião da nossa Constituição”.
O Supremo vive a maior crise da sua história recente desde a última semana. Na ocasião, Mendonça revelou mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes. Nos textos, o fundador do Master pedia informações sobre o andamento do processo contra o banco e questionava se deveria fugir do país.
Já nesta semana, André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na terça-feira (8), enquanto Flávio Dino, na quarta-feira, decidiu pela reintegração dele. Com a pressão, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as duas decisões.