
‘Movimento espontâneo’, diz Cury sobre crescimento nas pesquisas
"É um movimento da pacificação. O Brasil não suporta mais essa polarização"

"É um movimento da pacificação. O Brasil não suporta mais essa polarização"
O candidato à presidência pelo Avante, Augusto Cury, disse que seu crescimento nas redes sociais e nas pesquisas foi por um movimento “completamente espontâneo”. A declaração ocorreu em coletiva de imprensa, na terça-feira (1º).
Ele ainda afirmou ser uma ofensa contra os brasileiros que querem a “pacificação do Brasil” associar o desempenho dele ao uso de robôs na campanha.
“Excelente que investiguem. Porque foi completamente espontâneo. Nós investimos em torno de 20 a 50 mil reais. Dá para acreditar, enquanto eles investem dezenas de milhões de reais? Isso até é uma ofensa com milhões de pessoas postando espontaneamente. Isso é uma ofensa, porque é um movimento da pacificação. O Brasil não suporta mais essa polarização”, disse.
Para o escritor, seu crescimento vem do cansaço da polarização. “Nós temos que pensar em projetos. Não é mais a guerra de egos. Não são mais duas famílias, Lula da Silva e Bolsonaro. Falando com muito respeito aqui, nós temos que pacificar essa nação para focar na dor das pessoas.”
Ele continuou: “E a dor das pessoas não tem cor partidária. A cada cinco ou seis horas, uma mulher é morta pelos seus parceiros. Isso não tem cor partidária. Seis, sete milhões de jovens que nem trabalham, nem estudam. É a era da desesperança. E a dor desses jovens que não têm esperança não tem cor partidária.”
Durante sua fala, Cury ainda se definiu como um “novo tipo de líder mundial”. Este teria mente capitalista e coração social. O primeiro, segundo ele, reúne meritocracia, empreendedorismo, juros mais baixos, Estado mais eficiente e liberdade de expressão, enquanto o segundo “escuta a dor, a dor da mulher e a dor do professor”.
Pesquisa Nexus/BTG desta semana mostrou o candidato do Avante na terceira posição, com 11%. Ele está atrás apenas do presidente Lula (PT), com 39%, e Flávio Bolsonaro (PL), com 33%, no primeiro turno.
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