Brasil, 20 de agosto de 2026
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Política

Candidata do PL que ataca o Bolsa Família é beneficiária do programa desde 2018

Levantamento no Portal da Transparência aponta que a influenciadora recebeu cerca de R$ 21 mil em benefícios federais entre 2018 e 2023; assessoria nega irregularidades

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Candidata a deputada federal por São Paulo pelo PL, Sophia Barclay é beneficiária do Bolsa Família e do Gás do Povo desde 2018. Os dados são do Portal da Transparência, conforme apurado pelo Metrópoles na quarta-feira (19).

A situação chama atenção, pois a influenciadora política utiliza as redes sociais para atacar programas de assistência social e seus beneficiários.

Entre 2018 e 2023, ela teria recebido cerca de R$ 21 mil dos dois programas, aponta o veículo de comunicação. Os primeiros pagamentos ocorreram quando ela tinha 18 anos e vivia no Rio de Janeiro.

Conhecida como “Trans de Direita”, ela iniciou a publicação de conteúdos em 2025. “Gostam de viver na extrema miséria, porque é nisso que vocês vivem. Vá por mim: tem gente que merece mesmo viver apenas de Bolsa Família e se contentar com pouco. Bando de porcos”, escreveu em 11 de setembro de 2025.

Dias após essa publicação, ela recebeu R$ 600 do programa, informou a reportagem. Ela seguiu com as críticas em 2026. “Por que, ao invés de aplicar auxílio, não diminui o valor do gás? Não! Mete auxílio e aumenta o imposto. E, no final de tudo, quem paga por isso? O próprio povo”, afirmou em vídeo em julho deste ano. No último mês de março, ela também teve o benefício do Gás do Povo.

Em resposta, a assessoria da candidata relatou que ela não é contra programas de assistência social. Disse, ainda, que seu nome consta no CadÚnico devido a um familiar e que ela trabalha e declara seus rendimentos, e não teve a intenção de ocultar renda ou receber benefícios de forma irregular.

“A candidata defende que o Estado ofereça amparo a quem realmente necessita, especialmente em situações de vulnerabilidade, mas entende que programas sociais devem funcionar como uma rede de proteção e não como uma condição permanente de dependência”, diz trecho da nota.

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