

A Justiça do Distrito Federal (TJDFT) converteu para preventiva a prisão em flagrante de Lusimar Augustinho da Silva, de 55 anos, conhecida como “Menina do Ministério Etrom”. A decisão ocorreu no final da tarde desta sexta-feira (14/8), um dia após a mulher ser detida por proferir ofensas racistas contra trabalhadores de um estabelecimento hoteleiro situado na Asa Norte, em Brasília. Presa, Lusimar foi submetida a uma avaliação psicossocial que indicou transtornos mentais.
Conforme apurado pela coluna Na Mira, do portal Metrópoles, a investigada filmou as agressões verbais direcionadas aos funcionários e publicou as gravações em suas redes digitais. A conduta hostil no local foi registrada por dois dias consecutivos antes da intervenção policial. O histórico da suspeita envolve outros episódios semelhantes sob apuração policial; em novembro de 2025, o Ministério Público a denunciou pelo crime de racismo após ataques verbais cometidos contra o segurança de um hotel paulistano.
Natural de Montes Claros de Goiás, Lusimar teve a infância marcada pela criação com os avós em ambiente religioso. Após conflitos familiares e fuga de uma unidade hospitalar psiquiátrica, mudou-se para o Distrito Federal, onde passou a circular proferindo discursos desconexos que ganharam repercussão na internet.