
Cleitinho diz que disputará governo de Minas após ser rifado pelo Republicanos
"A chapa é minha e do Falcão", afirmou

"A chapa é minha e do Falcão", afirmou
Após o Republicanos descartar a candidatura do senador Cleitinho ao governo de Minas Gerais, na quarta-feira (29), o político afirmou que vai concorrer e terá o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão, também da sigla, como vice. A declaração ocorreu em live transmitida pelo Instagram.
“A chapa é minha e do Falcão”, disse. Ele ainda negou ter participado da reunião do partido e aceitado desistir da disputa. Cleitinho afirmou, ainda, que avisou o Republicanos que não poderia participar da convenção partidária estadual ocorrida em 25 de julho, pois “não tinha cabeça”. O senador lembrou que o irmão Matheus Azevedo havia morrido de leucemia dias antes.
Segundo o senador, ele chegou a agendar um encontro com o presidente do partido, Marcos Pereira, para tratar da campanha e não entendeu o que aconteceu de um dia para o outro. Cleitinho se referiu ao comunicado da sigla que informou que ele não seria mais candidato.
O partido deve apoiar Marcelo Aro (PP-MG), ex-secretário de Estado de Governo. Segundo o senador, a relação entre eles está “normal”.
Confira a coletiva publicada após a live:
Veja a nota do Republicanos informando que Cleitinho não seria candidato:
“O Republicanos de Minas Gerais, por meio do seu presidente, deputado Euclydes Pettersen afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o Governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual, ocorrida dia 25 de julho.
Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura.
Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo.
A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral.
O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo.
O Republicanos respeita a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo, mas também tem o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira.
Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.
Republicanos de Minas Gerais Executiva Estadual
Republicanos Executiva Nacional”
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