Brasil, 23 de julho de 2026
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Sob alegação de ‘trabalho escravo’, EUA impõem tarifa extra de 12,5% ao Brasil

A nova sobretaxa entra em vigor nesta sexta-feira e será somada aos 25% já aplicados sobre produtos brasileiros desde o último dia 22.

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Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, ampliando as barreiras comerciais impostas ao país. A informação foi divulgada pelo governo estadunidense após a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), baseada em alegações relacionadas ao combate ao trabalho forçado.

A nova sobretaxa, segundo O Globo, entra em vigor nesta sexta-feira e será somada aos 25% já aplicados sobre produtos brasileiros desde o último dia 22. Essa tarifa anterior decorreu de outra investigação aberta especificamente contra o Brasil em julho do ano passado, também conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo as autoridades estadunidenses, a cobrança adicional de 12,5% decorre da avaliação de que o Brasil importa produtos provenientes de países que não adotariam padrões considerados adequados de proteção aos trabalhadores.

Na avaliação do governo dos Estados Unidos, essas importações chegariam ao mercado brasileiro com custos reduzidos em razão de supostas práticas de trabalho forçado, criando, segundo Washington, uma concorrência desleal para empresas americanas.

Brasil na lista de 60 países

O Brasil não foi o único alvo da decisão. Ao todo, 60 países foram incluídos na investigação conduzida pelos Estados Unidos.

No caso brasileiro, o relatório menciona cinco segmentos produtivos associados à importação de produtos que, segundo a investigação, teriam sido fabricados com trabalho forçado entre 2021 e 2025. A lista inclui alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.

Tarifas variam por país

A proposta divulgada pelos Estados Unidos estabelece tarifa de 12,5% para o Brasil e outros 53 países.

Já Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão receberam tratamento diferenciado, com sobretaxa fixada em 10%.

A nova medida amplia a pressão comercial dos Estados Unidos sobre o Brasil e se soma às tarifas já impostas no âmbito da investigação específica aberta contra o país com fundamento na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, elevando os custos para exportadores brasileiros que acessam o mercado dos EUA.