Brasil, 22 de julho de 2026
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Eduardo Bolsonaro diz que demissão da PF depende de ‘canetada’ de ministro de Lula

"Depende de um chamego do ministro da Justiça do Lula, e eu não acho que ele vai aliviar para mim, porque, se ele não me demitir, quem vai ser demitido é ele"

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu à recomendação de demissão da Polícia Federal (PF) na terça-feira (21). Como a decisão final cabe ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o filho de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que ela terá influência política.

“Depende de um chamego do ministro da Justiça do Lula, e eu não acho que ele vai aliviar para mim, porque, se ele não me demitir, quem vai ser demitido é ele. Não faz muito o feitio do Lula dar colher de chá para opositores”, afirmou ao Metrópoles.

A Polícia Federal decidiu pedir a demissão de Eduardo Bolsonaro após concluir o processo administrativo contra ele por abandono de cargo e enviou o relatório ao ministro da Justiça. O ex-deputado é servidor da corporação como escrivão desde 2010.

Eduardo foi para os Estados Unidos em fevereiro de 2025, alegando perseguição do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também já disse que não voltará ao Brasil caso o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), perca as eleições presidenciais.

Vale citar que, em novembro passado, o filho de Jair Bolsonaro (PL) também perdeu o cargo de deputado por acúmulo de faltas. Com a cassação, ele deveria voltar ao cargo na PF. Como não o fez, foi aberto um procedimento disciplinar. Já em fevereiro deste ano, a Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro o afastou preventivamente.

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