
Rubio reforça tarifaço dos EUA ao Brasil em carta a Flávio
Norte-americano cita que ficaram de fora as mercadorias que se enquadram como "sujeitas às tarifas de segurança nacional"

Norte-americano cita que ficaram de fora as mercadorias que se enquadram como "sujeitas às tarifas de segurança nacional"
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reforçou em carta enviada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a posição dos EUA pela aplicação do tarifaço aos produtos brasileiros. A própria campanha do pré-candidato ao Palácio do Planalto divulgou o documento nesta sexta-feira (26).
Flávio chegou a enviar carta, no começo deste mês, em que pedia a Rubio para poupar o Brasil da aplicação de tarifas. Na resposta, o norte-americano cita que ficaram de fora as mercadorias que se enquadram como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”.
Segundo argumento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, bem como certas tarifas e desmatamento ilegal, são passíveis de ação judicial nos termos da chamada Seção 301 da Lei — ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.
Rubio ainda disse no documento que o embaixador Jamieson Greer propôs medidas corretivas para consulta pública antes da adoção de qualquer medida definitiva. “Essa determinação e as medidas corretivas propostas decorrem de uma investigação iniciada em julho de 2025 por orientação específica do presidente Trump.”
Ele ainda escreveu: “O embaixador Greer deixou claro que continuamos a ter divergências substanciais quanto à resolução das questões identificadas nesta investigação. Essas questões dizem respeito ao comércio digital, aos serviços de pagamentos eletrônicos, às tarifas preferenciais injustas, à aplicação das medidas anticorrupção, à proteção da propriedade intelectual, ao acesso ao mercado de etanol e ao desmatamento ilegal.”
Rubio disse, ainda, que qualquer parte brasileira interessada poderá participar do período de consulta e da audiência pública sobre o assunto. Esta está prevista para 6 de julho. Já os pedidos deveriam ter sido apresentados até o último dia 22. Conforme apurado pela CNN Brasil, o governo brasileiro não deve ter representantes no evento.
O secretário também mencionou as eleições do Brasil e destacou o otimismo com o nome de Flávio Bolsonaro, devido à intenção do senador de oferecer uma equipe de transição aos Estados Unidos. “Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar em cooperação com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro a fim de buscar um quadro de comércio e investimento abrangente, justo e mutuamente benéfico.”
Em outro ponto, ele também agradeceu a Flávio pelo apoio na decisão dos EUA de classificar como terroristas as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). “Os Estados Unidos reconhecem que a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança dos cidadãos honrados em todo o nosso hemisfério comum. Ao atacarmos suas redes financeiras, de drogas e de armas, estamos tomando medidas decisivas para proteger tanto o povo brasileiro quanto o americano contra o crime organizado transnacional.”


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