Brasil, 26 de junho de 2026
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Política

Michelle recua da briga com Flávio e diz que ‘vão trabalhar juntos’ para derrotar Lula

Após a repercussão das declarações de Michelle, o senador Flávio Bolsonaro negou veementemente ter tido a intenção de ofendê-la. Ele afirmou estar de “coração aberto” e apresentou desculpas publicamente à ex-primeira-dama

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarou nesta quinta-feira (25) que não existe “briga nem competição” com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e clama pela união de aliados para “derrotar o atual desgoverno”. A manifestação da Michelle Bolsonaro ocorreu via Instagram, um dia após ela expor publicamente um atrito com o filho do ex-presidente em relação às alianças do Partido Liberal no Ceará.

“Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga, nem competição”, escreveu a ex-primeira-dama em sua rede social. Na publicação, Michelle também esclareceu que apenas tentou corrigir uma situação que, segundo ela, estava sendo “deturpada”, solicitando que suas falas não fossem retiradas de contexto.

Origem da controvérsia

Na quarta-feira, Michelle havia compartilhado vídeos nos quais relatava ter sido supostamente maltratada por Flávio em um telefonema. O desentendimento surgiu após ela expressar discordância em relação à aproximação do Partido Liberal com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.

Após a repercussão das declarações de Michelle, o senador Flávio Bolsonaro negou veementemente ter tido a intenção de ofendê-la. Ele afirmou estar de “coração aberto” e apresentou desculpas publicamente à ex-primeira-dama, buscando apaziguar a situação.

A estratégia do PL no Ceará

A principal divergência entre Michelle e o Partido Liberal (PL) no Ceará reside na estratégia para as próximas eleições no estado. Michelle defende abertamente o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo) para o governo do Ceará e à deputada Priscila Costa (PL) para uma vaga no Senado Federal.

Em contrapartida, dirigentes do PL no estado afirmam que a articulação com Ciro Gomes contou com o aval do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo eles, o Partido Liberal não tem intenção de recuar do apoio ao ex-governador cearense, mantendo a estratégia definida para a região.