

A Polícia Federal (PF) revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, articulou um plano para forjar um flagrante de drogas contra o DJ Rony Seikaly. O músico é ex-marido de Martha Graeff, namorada de Vorcaro à época. As ações teriam sido motivadas por desavenças familiares.
Segundo a investigação, o banqueiro prometeu investir R$ 10 milhões para viabilizar o esquema. A operação seria executada pelo grupo de segurança pessoal de Vorcaro, conhecido como “A Turma”, liderado por Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”.
O plano envolvia monitorar Seikaly no Brasil e em Miami, nos Estados Unidos, com o objetivo de incriminá-lo. Para dar ares de legalidade à perseguição, o grupo forjou documentos com timbre do Ministério Público Federal e assinatura falsa de um procurador.
O ofício falso solicitava cooperação da Interpol, acusando o DJ de crimes graves como estelionato e pornografia infantil. A PF constatou que o número de processo citado era, na verdade, de um caso sem relação com o músico.
Além das falsificações, o grupo utilizava documentos ilegais para manipular plataformas digitais e derrubar contas em redes sociais. A estratégia incluía o abuso de canais oficiais destinados a agências de cumprimento da lei (Law Enforcement).
A investigação aponta que a estrutura privada era voltada para intimidar alvos e manipular autoridades. Essas provas de vigilância e obstrução de justiça são centrais para a manutenção da prisão preventiva de Daniel Vorcaro.