Brasil, 15 de junho de 2026
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PF e PGR devem recusar segunda proposta de delação premiada de Vorcaro

Embora ainda esteja sob análise, pessoas ligadas ao caso informaram que a tendência da recusa ocorre porque a equipe de investigação entendeu que as informações apresentadas por Vorcaro não trazem novidades relevante

Publicado em atualizado às 19:07

A nova proposta de delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve ser rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradpria Geral República (PGR) ainda nesta semana. O banqueiro teve a primeira proposta negada pela PF, e a mais recente foi apresentada após decisão da PGR. 

Segundo o Estadão, embora ainda esteja sob análise, pessoas ligadas ao caso informaram que a tendência da recusa ocorre porque a equipe de investigação entendeu que as informações apresentadas por ele não trazem novidades relevantes. 

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O material extraído dos celulares apreendidos nas diferentes fases da Operação Compliance Zero revelou um volume expressivo de provas, o que, segundo a avaliação apresentada, não justificaria a celebração de um acordo com um dos suspeitos de liderar o esquema criminoso cujos crimes financeiros são superiores a R$ 50 bilhões. 

Nos bastidores, investigadores avaliam que a colaboração somente teria utilidade caso apresentasse fatos inéditos ou novas linhas de apuração. 

Embora Vorcaro tenha apresentado novos detalhes sobre relacionamento com políticos e irregularidades na captação de recursos da previdência de servidores municipais e estaduais para o Master, ele segue resistindo em admitir que cometeu crimes. 

Conforme a avaliação dos que acompanham o caso, ele estaria usando ainda a proposta de delação para apresentar justificativas sobre pagamentos e repasses a políticos. A resposta da avaliação da PF e da PGR deve ser apresentada aos advogados do banqueiro ainda nesta semana. 

‘Amizade’ como justificativa para pagamentos

O banqueiro, segundo o Estadão, afirma a seus advogados que pagamentos feitos a políticos e autoridades ocorreram em razão de relações de amizade, sem a existência de contrapartidas.

De acordo com reportagem desta quarta-feira, 3, do Estado de S. Paulo, a primeira proposta apresentada pela defesa foi rejeitada pela Polícia Federal e considerada insuficiente também pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Antes disso, Vorcaro chegou a admitir a advogados que a negociação teria servido para “ganhar tempo”, já que o início das tratativas permitiu sua transferência de uma penitenciária federal para uma sala de Estado-Maior na Superintendência da PF em Brasília.

Entre os vínculos financeiros citados nas investigações estão negócios relacionados a pessoas próximas dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de relações com figuras políticas de diferentes espectros ideológicos.

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