Brasil, 02 de junho de 2026
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Vorcaro pagou férias de R$ 2 milhões para Ciro Nogueira nos Alpes, diz revista Piauí

Acompanhado da namorada Flávia Rosalen, Ciro Nogueira viajou do Aeroporto de Guarulhos para Paris e seguiu depois para a estação de esqui de Courchevel, onde ficou hospedado em hotel de luxo e frequentou restaurantes com estrela Michelin

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Reportagem da Revista Piauí publicada nesta terça-feira (2) revela que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria bancado férias de quase R$ 2 milhões para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em Courchevel, luxuosa estação de esqui nos Alpes franceses. A viagem, segundo a revista, entrou no radar da Polícia Federal dentro da investigação sobre a relação entre o parlamentar e o banqueiro.

Ciro Nogueira e Flávia Rosalen passaram treze dias em Courchevel, entre 12 e 25 de janeiro de 2025, com despesas custeadas por Daniel Vorcaro. A revista afirma que o custo total da viagem chegou a R$ 1.849.201, valor apurado pela PF no âmbito das investigações que analisam a proximidade entre o senador e o banqueiro.

A publicação descreve Courchevel como um dos destinos mais exclusivos dos Alpes franceses, frequentado por milionários e conhecido por hotéis de alto padrão e restaurantes estrelados. Ciro e Flávia viajaram do Aeroporto de Guarulhos para Paris e seguiram depois para a estação de esqui, onde ficaram hospedados em hotel de luxo e frequentaram restaurantes caros.

A Piauí afirma que Vorcaro também participou da viagem, acompanhado de Martha Graeff, sua noiva à época. Em uma das imagens mencionadas pela reportagem, o banqueiro aparece abraçado a Ciro Nogueira em meio à paisagem nevada de Courchevel. A fotografia foi encontrada pela PF no celular de Vorcaro.

A viagem é apresentada pela reportagem como um dos elementos de uma relação que, para os investigadores, teria ultrapassado os limites de uma amizade comum. A Piauí relata que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou em 6 de maio uma nova operação da PF no caso Master e afirmou, ao analisar a relação entre Ciro e Vorcaro, que havia um “arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade”.

Além das férias na neve, a reportagem menciona outros pontos investigados pela PF, entre eles suspeitas envolvendo pagamentos, uso de imóveis, despesas pessoais, viagens, emendas parlamentares e influência política em favor de interesses ligados ao Banco Master. A revista afirma ter tido acesso a mais de sessenta páginas do relatório da PF, com registros de datas, mensagens, fotos, deslocamentos e operações financeiras.