
Tarifa adicional de Trump atinge 36,5% das exportações do agro brasileiro, diz CNA
Tarifa adicional sobre produtos brasileiros decretada pelo presidente Trump entrará em vigor na próxima quarta-feira (22)

Tarifa adicional sobre produtos brasileiros decretada pelo presidente Trump entrará em vigor na próxima quarta-feira (22)
A tarifaço adicional de 25% imposta pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor na próxima quarta-feira (22), ainda deverá atingir cerca de 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para o mercado americano. A estimativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A entidade ressalta que a ampliação da lista de exceções promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) reduziu o alcance da medida. Com a decisão final, segundo O Globo, produtos que representam 63,5% das exportações brasileiras do agro para os EUA ficaram de fora da sobretaxa.
Apesar disso, a CNA avalia que os segmentos que permaneceram sujeitos à tarifa continuam gerando forte preocupação para o setor. “A CNA recebeu com preocupação o resultado da investigação conduzida pelo governo dos EUA”, afirmou a diretora de Relações Internacionais da entidade, Sueme Mori, em vídeo divulgado pela confederação.
Entre os produtos brasileiros que continuarão sujeitos à tarifa adicional estão a madeira, arroz, uva, ovos e açúcar. De acordo com a CNA, esses itens responderam por aproximadamente US$ 4,6 bilhões em exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2025.
Por outro lado, pescados, mel orgânico e café solúvel passaram a integrar a relação de mais de 2.100 produtos que foram excluídos da sobretaxa.
Segundo Sueme Mori, a ampliação das exceções é resultado da atuação conjunta da CNA e de representantes do setor privado junto às autoridades estadunidenses. ”Esse resultado é fruto do trabalho realizado pela CNA e por outros representantes do setor privado, que atuaram diretamente junto ao governo americano na defesa técnica dos interesses do agro brasileiro”, afirmou.
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