
EUA decidem classificar PCC e CV como “grupos terroristas”
O anúncio, que ocorre na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aos EUA, é visto pelo governo brasileiro como ingerência em assuntos internos de seguramça pública

O anúncio, que ocorre na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aos EUA, é visto pelo governo brasileiro como ingerência em assuntos internos de seguramça pública
O governo dos Estados Unidos decidiu a classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (28) pelo secretário de Estado Marco Rubio e está prevista para entrar em vigor no dia 5 de junho.
Rubio informou nesta quinta-feira (28) que o Departamento de Estado dos EUA designará as duas facções brasileiras como “terroristas globais especialmente designados”, expressão traduzida do termo em inglês “Specially Designated Global Terrorists”. O governo do presidente Lula (PT) é contra a medida definida pelos EUA, e aponta possíveis riscos à soberania brasileira.
O anúncio ocorreu na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aos EUA, onde o seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado cassado, faz lobby para estimular a interferência do governo Donald Trump no Brasil por conta da condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista.
O decisão dos EUA também prevê o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como “organizações terroristas estrangeiras”, tradução de “Foreign Terrorist Organizations”. A medida coloca as duas facções brasileiras sob categorias usadas pelo governo norte-americano em sua política externa e de segurança.
A declaração de Marco Rubio marca uma mudança no tratamento dado pelos Estados Unidos aos dois grupos criminosos brasileiros. O Departamento de Estado pretende formalizar a designação em junho, conforme o calendário citado pelo secretário.
O PCC e o Comando Vermelho aparecem no centro da medida anunciada por Washington. A decisão amplia a pressão internacional sobre as facções e insere o tema da segurança pública brasileira em uma agenda de alcance diplomático.
