
Gestão Bruno Peixoto rebaixa Legislativo ao permitir baixaria entre Amauri e Major Araújo
Sessão durou apenas 30 minutos após troca de ofensas entre os parlamentares; fontes criticam omissão da presidência em evitar o embate

Sessão durou apenas 30 minutos após troca de ofensas entre os parlamentares; fontes criticam omissão da presidência em evitar o embate
A gestão do presidente Bruno Peixoto (União Brasil) tem permitido a degradação do Poder Legislativo de Goiás, avaliam fontes da Casa. Isto porque a baixaria protagonizada pelos deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro, ambos do PL, já era esperada.
Na quinta-feira (7), o bate-boca previsto dos parlamentares provocou o encerramento precoce da sessão da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), que durou cerca de 30 minutos, e exigiu a atuação da Polícia Legislativa. Os deputados precisaram ser escoltados para fora do plenário Iris Rezende para que as ofensas verbais não migrassem para a agressão.
A briga começou quando, na tribuna, Major Araújo chamou Amauri de “Joice Hasselman do PL”. Segundo o militar, o colega atacou o senador Wilder Morais, pré-candidato ao governo de Goiás pelo partido, por não votar contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado.
Além disso, Major associou o colega ao caiadismo, acusando envolvimento do irmão dele em cargo do governo. Amauri, que assistia da própria cadeira, reagiu e deu sequência à troca de ofensas, motivando o fim da sessão. Enquanto Major usou termos como “direita trans”, ele foi chamado de “soldadinho de brinquedo”.
No fim, houve até ameaça de morte. “Põe a mão em mim para você ver. Amanhã você amanhece morto, rapaz”, disse Araújo enquanto ambos deixavam o plenário. Fontes revelaram que também ocorreram falas do mesmo teor do outro lado.
Como mencionado, a situação era prevista, pois começou ainda na quarta-feira (6). Amauri havia criticado a falta de Wilder na votação de Messias, e Major Araújo pediu a palavra para defender o senador.
Ribeiro estava em viagem e acompanhava a sessão de forma remota. Ele, então, disse que cancelaria as agendas para participar da sessão na quinta-feira e rebater o colega pessoalmente. “Tive que desmarcar para responder suas canalhices. Pela boca de quem o senhor está falando sobre disputas internas do PL? É questão que já foi resolvida”, disse, enquanto também fazia ofensas pessoais.
A confusão entre os deputados ocorre, principalmente, devido à janela partidária. Araújo era contra Amauri se filiar ao PL, sobretudo pela ligação dele ao governador Ronaldo Caiado (PSD).
A avaliação de pessoas da Casa é que a situação poderia ter sido evitada. Para elas, a gestão rebaixa o parlamento goiano ao fundo do poço.