
Goiás: com Bruno Peixoto, Assembleia bate recorde e chega a quase 6 mil comissionados
Sob a gestão de Bruno Peixoto, o total de postos de livre indicação chegou a 5.775 em março, num crescent exponencial de número de servidores e gastos com pessoal

Sob a gestão de Bruno Peixoto, o total de postos de livre indicação chegou a 5.775 em março, num crescent exponencial de número de servidores e gastos com pessoal
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) atingiu, em pleno ano eleitoral, o maior número de cargos comissionados da sua história. Sob a gestão de Bruno Peixoto, o total de postos de livre indicação chegou a 5.775 em março, num crescent exponencial de número de servidores e gastos com pessoal.
O dado chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo contexto. Em uma década, o número de comissionados mais que dobrou, com avanço de cerca de 120%. O crescimento ocorre justamente em um momento em que o ambiente político já está em movimentação por conta das eleições de 2026.
Na prática, os cargos comissionados são de livre nomeação dos deputados estaduais, o que amplia o espaço para indicações políticas. Esse tipo de estrutura, comum no Legislativo, ganha outro peso quando há aumento expressivo em curto espaço de tempo, como ocorre agora com Bruno Peixoto.
Nos bastidores, o movimento não passa despercebido. O aumento de cargos é visto como um absurdo instrumento de conchavos políticos, especialmente em períodos eleitorais, quando a necessidade de ampliar bases e fortalecer alianças se intensifica.
Além disso, o crescimento dos comissionados impacta diretamente a estrutura da Casa. Em anos recentes, o número de servidores indicados politicamente chegou a superar com folga o de concursados, o que é um desvio a ser banido no Legislativo estadual.
A ampliação do número de servidores pressiona a folha de pagamento. O aumento no número de cargos tem reflexo direto nos gastos, ainda que a Alego sustente que os valores permanecem dentro dos limites legais e do orçamento previsto.
Mesmo com essa justificativa, o cenário levanta questionamentos e deveria ser invrestigado pelo Ministério Público. Em ano eleitoral, a expansão de cargos de livre indicação inevitavelmente entra no radar do debate público, especialmente quando associada à movimentação política e à construção de base.
A tendência, segundo analistas políticos, é que o tema siga em evidência. Isso porque, mais do que um dado administrativo, o crescimento dos comissionados é interpretado como abuso de poder político.
Por fim, o recorde de comissionados não se resume a números. Ele expõe o tamanho da máquina política em funcionamento e alimentada com dinheiro públivo dentro da Assembleia e revela o lamentável uso de cargos comissionados para fins político-eleitorais.
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