
Senador Alessandro Vieira entra com pedido de suspeição de Nunes Marques na CPI do Master
Congressista destaca que o ministro e Ciro Nogueira, alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), possuem uma "relação íntima"

Congressista destaca que o ministro e Ciro Nogueira, alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), possuem uma "relação íntima"
O senador Alessandro Vieira (MDB-AL) entrou com um pedido de suspeição para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques deixe de ser o relator da ação que pede a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. O próprio congressista revelou a ação na quinta-feira (7).
Vieira destaca que o ministro e o senador Ciro Nogueira (PP), alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), possuem uma “relação íntima”, ou seja, suficiente para a suspeição.
“Considerando a relação íntima e notória entre o ministro Kassio e o senador Ciro Nogueira, que hoje passou a ser oficialmente alvo das investigações referentes ao caso Master, estou apresentando juntamente com o senador Girão pedido de suspeição, para que o mandado de segurança sobre a instalação da CPI do Master seja distribuído para outro ministro do STF”, disse o senador em suas redes sociais.
Alessandro, que foi relator da CPI que investigou o crime organizado no Brasil, tem protagonizado embates com os ministros da Corte. Em seu relatório, ele pediu o indiciamento dos magistrados do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade.
Investigação
A quinta fase da Operação Compliance Zero, relacionada ao Caso Master, aprofunda as investigações sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Apuração da PF aponta que o senador Ciro Nogueira teria recebido vantagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para atuar de forma favorável aos interesses do grupo econômico. Entre os episódios, está a proposta de Ciro para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
Segundo a corporação, o conteúdo da emenda do senador reproduziu integralmente a versão entregue a ele pelo banco. Caso a mudança passasse, os negócios do Master poderiam “sextuplicar”, conforme integrantes do banco. Além disso, ocorreria uma “hecatombe” no mercado financeiro.
Em nota, a defesa de Ciro Nogueira repudia “qualquer ilação de ilicitude” acerca da atuação do congressista. Afirmou, ainda, que não participou de atividades ilícitas ou dos fatos investigados.
A defesa informou que o senador está à disposição para prestar esclarecimentos e que as decisões ocorreram com base em “mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros”.