
Motta deve dar celeridade ao projeto que equipara misoginia ao racismo
"Ideia é deixar o grupo de trabalho construir o texto para, em seguida, votarmos"

"Ideia é deixar o grupo de trabalho construir o texto para, em seguida, votarmos"
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) deve dar celeridade ao projeto que equipara misoginia ao racismo. À CNN Brasil nesta segunda-feira (27), ele afirmou que o texto deve ir a plenário quando o Grupo de Trabalho finalizar sua atuação.
“A ideia é deixar o grupo de trabalho construir o texto para, em seguida, votarmos”, disse o deputado. A deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) será a coordenadora do colegiado. O prazo de conclusão dos trabalhos é de 45 dias, mas a pessebista prometeu agilidade e segurança jurídica à pauta.
Apesar de aprovada de forma unânime no Senado, a proposta pode ter dificuldades na Câmara. Mesmo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tendo votado a favor, o irmão dele, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tem criticado o tema nas redes sociais.
“Não posso aceitar calado que sequestrem o movimento conservador bolsonarista para uma agenda ideológica que considero antinatural e agressivamente antimasculina”, afirmou.
O texto prevê tipificar a misoginia como crime de discriminação, com penas que variam de 2 a 5 anos de reclusão e multa.