
Grupo Globo terá mais de 30 jornalistas para checar declarações no debate
Verificações serão publicadas nos sites da empresa

Verificações serão publicadas nos sites da empresa
O Grupo Globo terá uma equipe de mais de 30 jornalistas para checar as declarações durante o debate da emissora entre os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), nesta sexta-feira (23). O encontro acontece a partir das 21h20.
Conforme o grupo, as checagens serão publicadas durante o debate — e até durante a madrugada — no G1 e nos sites dos jornais O Globo, Valor Econômico, Extra e rádio CBN. Após o programa, a Globonews também fará comentários sobre o que foi dito durante o embate.
Uma petição criada por Rafael Brito pela checagem de fatos em tempo real no debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23), passou da marca de 1 milhão de assinaturas nesta manhã de quinta-feira (22). A justificativa do abaixo-assinado foi o grande volume de desinformação no debate da Band.
“No último debate do segundo turno, na Rede Bandeirantes, presenciamos momentos de desinformação e propagação de fake news, mesmo na presença de jornalistas experientes. Isso não apenas afeta o resultado das eleições, mas também enfraquece a confiança das pessoas em nosso sistema democrático”, diz trecho do texto de Brito.
O documento é destinado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao presidente da Globo, João Roberto Marinho, ao diretor-geral de Jornalismo da emissora, Ricardo Villela, e ao jornalista César Tralli, responsável pela mediação do confronto eleitoral.
“Não podemos aceitar que afirmações comprovadamente falsas sejam apresentadas a milhões de brasileiros sem esclarecimentos imediatos na própria transmissão. Os debates eleitorais não são simples espetáculos televisivos, tampouco arenas em que candidatos devem ter liberdade para manipular a realidade sem serem confrontados com os fatos. Eles são instrumentos fundamentais da democracia. São oportunidades para que a população conheça propostas, avalie argumentos, confronte discursos com a realidade e tome decisões conscientes sobre o futuro do país”, continuou.
Segundo o autor, muitos países já adotaram a prática de checagem de fatos em tempo real com sucesso. “A verdade não pode ser relativizada dentro de um veículo de imprensa. Uma mentira não pode receber o mesmo tratamento que um fato comprovado. A imprensa é guardiã da democracia e deve ser responsável.”
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