Brasil, 22 de outubro de 2026
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Petição por checagem de fatos ao vivo no debate da Globo passa de 1 milhão de assinaturas

Confronto eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) acontece às 21h20 de sexta-feira

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Uma petição criada por Rafael Brito pela checagem de fatos em tempo real no debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23), passou da marca de 1 milhão de assinaturas nesta manhã de quinta-feira (22). Por volta das 8h, o abaixo-assinado já somava 1.075.587 signatários.

O confronto eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) acontece às 21h20. A justificativa da petição foi o grande volume de desinformação no debate da Band.

“No último debate do segundo turno, na Rede Bandeirantes, presenciamos momentos de desinformação e propagação de fake news, mesmo na presença de jornalistas experientes. Isso não apenas afeta o resultado das eleições, mas também enfraquece a confiança das pessoas em nosso sistema democrático”, diz trecho do texto de Brito.

O documento é destinado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao presidente da Globo, João Roberto Marinho, ao diretor-geral de Jornalismo da emissora, Ricardo Villela, e ao jornalista César Tralli, responsável pela mediação do confronto eleitoral.

“Não podemos aceitar que afirmações comprovadamente falsas sejam apresentadas a milhões de brasileiros sem esclarecimentos imediatos na própria transmissão. Os debates eleitorais não são simples espetáculos televisivos, tampouco arenas em que candidatos devem ter liberdade para manipular a realidade sem serem confrontados com os fatos. Eles são instrumentos fundamentais da democracia. São oportunidades para que a população conheça propostas, avalie argumentos, confronte discursos com a realidade e tome decisões conscientes sobre o futuro do país”, continuou.

Segundo o autor, muitos países já adotaram a prática de checagem de fatos em tempo real com sucesso. “A verdade não pode ser relativizada dentro de um veículo de imprensa. Uma mentira não pode receber o mesmo tratamento que um fato comprovado. A imprensa é guardiã da democracia e deve ser responsável.”

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