Brasil, 22 de outubro de 2026
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CNBB pede que eleitores avaliem antes de votar compromisso de candidatos com a democracia

Segundo os bispos, os eleitores devem considerar “a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia”. A mensagem termina com um pedido a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, para que “interceda (…) e ajude-nos a vencer a indiferença”

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O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quarta-feira (21) nota dirigida aos eleitores no segundo turno do pleito presidencial de 2026. O texto sugere que o voto leve em conta o histórico de quem disputa o cargo, e não apenas as propostas apresentadas na campanha.

Segundo os bispos, os eleitores devem considerar “a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia”. A mensagem termina com um pedido a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, para que “interceda (…) e ajude-nos a vencer a indiferença”.

O que diz a nota

Logo no início, o documento enumera necessidades que, na avaliação do conselho, o país precisa atender. De acordo com a nota, o “Brasil, como país soberano, necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança”.

O texto também trata das instituições. “Reafirmamos a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas, expressão da liberdade de escolher os que governam. Encorajamos a participação consciente de todos neste segundo turno das eleições”, afirmam os bispos.

Polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida

Durante a campanha, a CNBB foi citada em uma controvérsia Nossa Senhora Aparecida, poucos dias antes do primeiro turno.

O senador Flávio Bolsonaro, adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que haveria “gente dentro” da entidade espalhando a informação falsa de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira.

Em ato de campanha em Goiânia, o senador disse que “o PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu, com a ajuda de gente dentro da CNBB, infelizmente. O que aconteceu ali foi, quase que automaticamente, uma disseminação dessa fake news. Só que rapidamente se reverteu, porque a verdade está do nosso lado”.

Horas depois, a conferência publicou nota sem mencionar o nome do senador: “A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”.