Brasil, 04 de setembro de 2026
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Política

Caso Master: Lula critica ‘vazamentos seletivos’ e defende investigação a todos, ‘doa a quem doer’

Para o chefe do Executivo, o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República devem liderar um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou um vídeo sobre o escândalo do Banco Master na noite de quinta-feira (3). “Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, afirmou.

Segundo o petista, Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, “tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado”.

Além disso, o presidente afirmou que é “fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”.

Para o chefe do Executivo, o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República devem liderar um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações.

Lula não citou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Alexandre de Moraes. O primeiro quebrou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) na terça-feira (1º) e expôs conversas do colega com Vorcaro.

Adversários têm tentado associar Lula a Moraes, mas a campanha do petista avalia como falsa essa premissa. Houve uma reunião do petista com os ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes após o início da crise.

Fala completa de Lula:

“O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios.

O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado.

Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos.

Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos.

Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações.

Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira.

É chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual.

A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que nossos sistemas político e judiciário precisam de reformas profundas.

É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer.

O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade.”

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