
Caiado diz que fim da escala 6×1 não deveria ser tratado ‘no momento eleitoreiro’
Candidato também defendeu idade mínima para ministros do Supremo Tribunal Federal

Candidato também defendeu idade mínima para ministros do Supremo Tribunal Federal
O ex-governador e presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) participou de sabatina na CNN Brasil na noite de quarta-feira (2). Entre suas falas, o candidato defendeu idade mínima para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o fim da escala 6×1 não deveria ser tratado “no momento eleitoreiro”.
Em relação ao STF, Caiado disse que os ministros deveriam ter, no mínimo, 60 anos para assumir o cargo. Além disso, reforçou que eles devem ser pessoas “com carreira, currículo, histórico na área jurídica e constitucional do país”.
Ele também comentou sobre a crise recente na Corte. O ministro André Mendonça derrubou o sigilo de relatórios da Polícia Federal (PF) na terça-feira (1º) com conversas trocadas entre o também ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Não vejo como ele permanecer no STF. Isso seria desrespeito completo com a sociedade brasileira. Como que a pessoa que está no cargo do órgão maior do país, que tem a função de ser guardião da Constituição e interpretar demandas que são feitas, estar com tudo isso que o Brasil assistiu? É inaceitável, é inadmissível”, disse.
Sobre a escala 6×1, ele criticou o momento em que o tema é debatido. “É importante deixar claro que minha posição jamais foi contra, o que eu disse é que devíamos respeitar a economia do país e discutir esses assuntos, mas não no momento eleitoreiro.”
“O que é importante é que, quando se trata da 6×1, o Congresso pode avaliar a situação das pequenas e microempresas. Eles absorvem 90% dos trabalhadores formais. Quando propõe uma emenda à Constituição responsável, já traz no bolo dessa proposta a solução para esse segmento tão importante”, completou.
Câmeras em fardas
O ex-governador falou, ainda, sobre o uso de câmeras em fardas de policiais. Aos entrevistadores, ele disse que “nunca viu num campo de guerra policial ter câmera, a menos que seja modernidade agora”.
No momento, ele respondia acerca da megaoperação das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha em outubro de 2025, que deixou 121 mortos. “Ali é campo de guerra, não está fazendo ação policial, os armamentos [dos criminosos] são de calibre superior ao seu, a estrutura para lançar granada é maior que a sua, o policial fica totalmente encurralado.”
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