
‘Flávia do Maguito’: candidatura defende nome de urna e nega comparação com caso Bolsonaro
Viúva do ex-governador afirma que registro respeita a legislação eleitoral e critica tentativas de transformar vínculo conjugal em controvérsia jurídica

Viúva do ex-governador afirma que registro respeita a legislação eleitoral e critica tentativas de transformar vínculo conjugal em controvérsia jurídica
Viúva do ex-governador Maguito Vilela (MDB), Flávia Teles (PSDB) registrou como nome de urna “Flávia do Maguito”. Em nota recente, a campanha da candidata à deputada federal disse que a escolha é legítima, “porque representa uma relação pessoal, conjugal e pública” que efetivamente existiu entre eles.
A campanha se manifestou neste momento após comparações com candidatos que utilizaram o sobrenome “Bolsonaro” sem qualquer vínculo com a família. “Naqueles casos, discutia-se a apropriação indevida de um nome de família. Flávia não utiliza o sobrenome ‘Vilela’, tampouco tenta se apresentar como integrante de uma família à qual não pertence. Ela utiliza uma referência direta ao seu marido, Maguito Vilela, com quem construiu uma trajetória pessoal e pública amplamente conhecida”, esclareceu o texto.
A nota reforça ainda que a legislação eleitoral não proíbe a utilização de referência a uma pessoa com quem a candidata possua vínculo pessoal ou familiar. “O que a norma impede é a utilização de nome de urna que gere dúvida sobre a identidade da candidata, induza o eleitor a erro, seja irreverente ou cause constrangimento. Nada disso ocorre neste caso.”
Para a equipe, a tentativa de transformar “uma história familiar legítima em controvérsia eleitoral permite, no mínimo, questionar se a discussão é exclusivamente jurídica ou se existem interesses políticos por trás da iniciativa”. A candidata reforça respeitar a Justiça Eleitoral e afirma estar tranquila quanto à legalidade do nome escolhido. “O que não aceitará é que instrumentos jurídicos sejam utilizados para tentar apagar sua história, constranger sua candidatura ou impedir que seja reconhecida pela forma como sempre foi conhecida pela sociedade.”
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