
“Ninguém meterá o bedelho no Brasil”: Lula promete fim da escala 6×1 e defende soberania nacional
Lula afirma que o Congresso Nacional deve aprovar o fim da escala de trabalho 6×1, em discurso em Belo Horizonte

Lula afirma que o Congresso Nacional deve aprovar o fim da escala de trabalho 6×1, em discurso em Belo Horizonte
Durante ato realizado em Belo Horizonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Congresso Nacional deve aprovar o fim da escala de trabalho 6×1. A declaração ocorreu no evento Mulheres com Lula, onde o presidente vinculou a pauta trabalhista à defesa de mais tempo livre para a população.
“Muitas vezes cada reivindicação, grito, se transforma em uma política pública. Porque democracia não é um povo de cabeça baixa, calado. Democracia é um povo de cabeça erguida e gritando o que ele deseja e o que ele quer. Portanto, é que nós vamos aprovar essa semana o fim da escala 6×1. Para que as mulheres e os homens tenham mais tempo de cuidar da sua vida própria, das crianças, mais tempo para passear, namorar”.
A proposta de alteração na jornada semanal avançou após articulações do Palácio do Planalto com o comando da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O acordo político com o Legislativo busca aprovar a pauta junto a outras propostas prioritárias do Governo Federal antes do período eleitoral.
No mesmo discurso, Lula reafirmou a defesa da soberania nacional contra interferências externas e defendeu o fortalecimento da educação e a valorização dos jovens, declarando: “Eu dedicarei cada minuto, cada minuto da minha vida para que a gente possa deixar esse país com a juventude mais bem formada, melhor remunerada e o país sendo respeitado, porque enquanto o Lula for presidente, nenhum governo estrangeiro meterá o bedelho neste país”.
O presidente também fez um apelo direto ao eleitorado feminino, buscando incentivar a ampliação da representatividade das mulheres no Congresso Nacional ao questionar: “Uma coisa que eu queria que a gente compreendesse é, se mulheres são maioria na sociedade, por que que vocês não têm maioria no Senado, na Câmara? Veja a contradição, vocês são a maioria, se todas as mulheres votassem mulheres, a gente teria o Congresso, uma maioria de mulheres”. Na sequência, concluiu convocando a mobilização do público presente: “Eu estou fazendo um chamamento a vocês. Exerçam esse direito de vocês”.