
Caiado rebate Flávio Bolsonaro por fala sobre urnas em reunião com embaixadores
“42 embaixadores numa sala: dava para vender soja. Dava para abrir mercado para a indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica”

“42 embaixadores numa sala: dava para vender soja. Dava para abrir mercado para a indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica”
O ex-governador Ronaldo Caiado criticou Flávio Bolsonaro (PL) por questionar as urnas eletrônicas em reunião com embaixadores. “42 embaixadores numa sala: dava para vender soja. Dava para abrir mercado para a indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica”, escreveu o goiano na quarta-feira (22).
Na terça-feira (21), Flávio participou de evento organizado pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, em Brasília. A ação contou com a presença de 42 embaixadores, inclusive representantes das embaixadas no Brasil de Estados Unidos, China, Israel, Alemanha, Reino Unido e outros 35 países.
Na ocasião, o senador e pré-candidato ao Planalto pediu aos países para enviar “a maior quantidade de observadores” para acompanhar as eleições brasileiras. Ele também questionou as urnas eletrônicas e as associou à Smartmatic, empresa venezuelana – o que foi desmentido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Devido à declaração, a Justiça Eleitoral esclareceu que a empresa venezuelana não fornece urnas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras. Inclusive, o TSE utilizou o mesmo comunicado que já havia divulgado em 2022. Trata-se de uma informação que já havia sido desmentida em outro momento.
A postura de Flávio segue a linha do pai. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por colocar em dúvida a lisura das urnas sem apresentar provas, em reunião com embaixadores.
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