
PF faz buscas na casa do ex-governador Cláudio Castro
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal
A Polícia Federal (PF) realizou buscas em endereços do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e contra o dono da Refit, Ricardo Magro. A Operação Sem Refino aconteceu na manhã desta sexta-feira (15) e investiga a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de usar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
O cumprimento das medidas judiciais contra Castro aconteceu na casa dele, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A ação teve autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A decisão do magistrado ocorreu dentro da ADPF das Favelas, ajuizada no Supremo em 2019 pelo PSB. Esta ação visa criar diretrizes para reduzir a letalidade policial e questiona a violência durante operações nas comunidades do Rio de Janeiro.
Conforme apurado pela CNN, a operação ocorre no âmbito das apurações do caso Refit, um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do Brasil. Vale citar que, em 2023, a antiga refinaria de Manguinhos conseguiu um incentivo fiscal para ampliar seu mercado no setor de óleo diesel do então governo Cláudio Castro.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Além disso, ainda houve a determinação para inclusão de investigado na Difusão Vermelha da Interpol. Também ocorreu a ordem para bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. Segundo a PF, as investigações desta sexta apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo.