
‘Nunca vi uma coisa parecida com isso’, diz Alckmin sobre fuga de Flávio
Vice-presidente disse que a situação é "incompreensível"

Vice-presidente disse que a situação é "incompreensível"
Vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos é “incompreensível”. “Nunca vi uma coisa parecida com isso”, afirmou na terça-feira (27).
Alckmin comentou a situação após a comemoração de aniversário de 81 anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio foi derrotado nas urnas pela dupla no último domingo.
Durante sua comemoração de aniversário, Lula também comentou situação. “Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.
O petista também disse que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”. Ele lembrou que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.
“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”, disse.
Na celebração, o presidente disse que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição. Voltou ainda a afirmar que “o Brasil não é quintal de ninguém”.
Flávio embarcou para os Estados Unidos com a esposa e as duas filhas. Ele deixou o Brasil pela Argentina e pegou um jato particular.
A fuga ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes intimar Flávio a entregar os passaportes para a Polícia Federal (PF) e proibir que ele deixasse o país. O senador é investigado por lavagem de dinheiro junto ao amigo e advogado, Willer Tomaz. Os crimes teriam sido cometidos em empresas de apostas e plataformas de pagamento.
A Casa Branca confirmou ao Metrópoles que emitirá vistos para o senador e sua família.
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