Brasil, 26 de outubro de 2026
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Economia

Após eleição de Lula, dólar dispara e bolsa despenca 13,8%

Na mínima do dia, o principal índice da Bolsa chegou a recuar 17,34%. A Bolsa brasileira acionou o mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, época da pandemia

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No primeiro pregão após a vitória do presidente luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, o Ibovespa despencou e fechou a segunda-feira (26) em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, menor patamar desde 17 de julho. O dólar, por sua vez, fechou em alta de 8,41%, cotada a R$ 5,409.

Na mínima do dia, o principal índice da Bolsa chegou a recuar 17,34%. A Bolsa brasileira acionou o mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020

O triunfo de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais frustrou as apostas de parte do mercado financeiro. O resultado eleitoral também provocou uma disparada do dólar e dos juros futuros, em meio ao aumento da aversão ao risco dos investidores.

No caso do dólar, um avanço tão intenso não era registrado desde 15 de janeiro de 1999, quando o dólar subiu 11% em uma única sessão. Na máxima do dia, a moeda chegou a subir 12,32%, a R$ 5,604.

A reeleição de Lula aumentou o receio de investidores de que o governo não adote medidas suficientes para equilibrar as contas públicas. A expectativa de continuidade de uma política fiscal expansionista tende a elevar o prêmio de risco exigido pelo mercado para financiar o governo, pressionando os juros futuros.

Taxas mais altas, por sua vez, encarecem o crédito para empresas e consumidores e podem reduzir as perspectivas de lucro das companhias, afetando o desempenho da Bolsa.

A preocupação com o cenário fiscal também apareceu nos relatórios de instituições financeiras. O J.P. Morgan rebaixou a recomendação para o real e os títulos públicos brasileiros de overweight (exposição acima da referência) para marketweight (exposição em linha com a referência) após a vitória de Lula.