Brasil, 21 de outubro de 2026
Siga Nossas Redes
Política

Felipe Nunes aponta recuperação de Lula na reta final do 2º turno

Apesar da melhora de Lula, pesquisador destacou que o cenário eleitoral permanece marcado pela imprevisibilidade, com crescimento da indecisão entre segmentos importantes do eleitorado

Publicado em

A queda da rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanhada da melhora na aprovação do governo federal, é um dos principais movimentos identificados pelo cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, na reta final da disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL). Em análise publicada nesta quarta-feira (21), o pesquisador destacou que o cenário eleitoral permanece marcado pela imprevisibilidade, com crescimento da indecisão entre segmentos importantes do eleitorado.

Ao comentar os resultados da nova pesquisa Quaest nas redes sociais, Nunes chamou atenção para a recuperação dos indicadores de Lula. A rejeição ao presidente caiu seis pontos percentuais, passando de 53% para 47%, enquanto a de Flávio Bolsonaro recuou de 54% para 52%. Ao mesmo tempo, o potencial de voto do petista aumentou de 47% para 49%, ante uma elevação de 46% para 48% registrada pelo adversário.

A melhora dos indicadores ocorre em um cenário de empate técnico entre os candidatos. Na pesquisa estimulada, Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. No levantamento anterior, a diferença era de dois pontos percentuais, com 46% para o senador e 44% para o presidente. 

Aprovação de Lula melhora

Na avaliação do CEO da Quaest, um dos fatores mais relevantes da reta final da campanha é a recuperação da popularidade do governo federal, que havia representado uma dificuldade para a candidatura à reeleição.

“A bala de prata do governo nesses últimos dias, foi o seu maior adversário ao longo dessa campanha: a aprovação! Com o amplo pacote de benesses anunciado, a aprovação de Lula chega no seu melhor patamar desde 14/ago: 46% aprovam e 47% desaprovam o governo”, escreveu Nunes.

A aprovação do governo Lula passou de 45% para 46%, enquanto a desaprovação recuou de 48% para 47%, conforme o levantamento anterior. A diferença entre os dois indicadores diminuiu de três para um ponto percentual, dentro da margem de erro da pesquisa.

A recuperação da avaliação do governo ganha relevância por ocorrer simultaneamente à redução da rejeição eleitoral do presidente. Embora os indicadores sejam distintos, ambos apontam para uma melhora numérica na percepção sobre Lula às vésperas da votação.