Brasil, 02 de outubro de 2026
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Política

Presidenciáveis criticam cancelamento de debate

"É um atentado à democracia brasileira. A palavra é essa. Ou seja, destruíram o processo eleitoral do país. Nós não tivemos a oportunidade de promover debates", afirmou Caiado

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Os presidenciáveis Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) criticaram o cancelamento do debate do Globo, na quinta-feira (1º). Era o último confronto eleitoral antes do primeiro turno, no domingo (4).

O debate foi cancelado após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desistir de participar e também devido a uma série de decisões da Justiça. A última determinou a inclusão de Renan Santos no confronto eleitoral. A desistência do presidenciável do PL ocorreu logo após essa manifestação.

Para Caiado, a culpa foi das decisões judiciais, mas principalmente de Lula. Vale citar que o petista já havia avisado com antecedência que não participaria.

“É um atentado à democracia brasileira. A palavra é essa. Ou seja, destruíram o processo eleitoral do país. Nós não tivemos a oportunidade de promover debates”, afirmou. “O Lula provocou tudo isso. Ele foi o fator determinante de tudo isso”, declarou.

Renan, por sua vez, afirmou que Flávio teve “medo” de enfrentá-lo. “A real é o seguinte: veio armado um jogo de cartas marcadas chamado de debate. E eu fui o único a ser excluído do debate”, afirmou. O candidato do Missão foi incluído após decisão do ministro Gilmar Mendes.

Já o ex-governador Romeu Zema declarou que a mudança na composição do debate horas antes do programa foi “um desrespeito total”. “O Judiciário brasileiro se transformou numa bagunça, num desrespeito total a quem segue as leis. Em cima da hora, colocaram mais um participante totalmente em desacordo com a legislação. Insegurança jurídica total.”

Por fim, Cury também chamou Lula de “fujão” e afirmou que Flávio deveria ter participado, independentemente das decisões judiciais.

Desistência

O candidato do PL classificou as decisões da Justiça como “censura” e falou em “insegurança jurídica”. Entre as críticas estava o entendimento do TSE de que a Globo não poderia manter o púlpito reservado a Lula nem permitir perguntas ao candidato ausente.