Brasil, 05 de setembro de 2026
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“A resposta será firme”: Fachin discursa no Planalto sobre tensão no Supremo

O ministro Fachin concedeu cinco dias úteis para que os ministros citados e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentem suas manifestações.

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Em pronunciamento no Palácio do Planalto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que a gravidade da crise na Corte exige rigor e que “a gravidade dos fatos não autoriza atalhos”. O magistrado assegurou uma resposta institucional firme aos episódios recentes e reforçou o princípio de que nenhuma autoridade ou interesse circunstancial está acima da Constituição e das leis do país.

A crise no tribunal se aprofundou após investigações da Polícia Federal apontarem contatos e encontros entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O cenário resultou em um embate direto entre integrantes da Corte, com Moraes apontando indícios de irregularidades na conduta do ministro André Mendonça.

Diante do conflito de jurisdição e da escalada das tensões, Fachin interveio: retirou a tramitação do caso do âmbito do inquérito das Fake News, assumiu a condução do processo na Presidência do STF e concedeu cinco dias úteis para que os ministros citados e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentem suas manifestações.