
PL dá andamento à expulsão de Márcio Corrêa, que reage a Wilder: ‘Projeto pessoal e falido’
Pedido contra o prefeito foi feito por um assessor do candidato ao governo

Pedido contra o prefeito foi feito por um assessor do candidato ao governo
A Comissão Executiva Estadual do Partido Liberal (PL) em Goiás aceitou, na quinta-feira (27), a representação ético-disciplinar contra Márcio Corrêa por apoiar o governador Daniel Vilela (MDB). Com isso, avança a possibilidade de expulsão do prefeito de Anápolis, que reagiu em vídeo.
Na gravação, Corrêa afirmou que não pode ser acusado de traição ou infidelidade partidária, pois apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto, Gustavo Gayer (PL) ao Senado e Major Vitor Hugo (PL) para a Câmara dos Deputados. Além disso, a defesa do prefeito afirma que ele só declarou apoio a Daniel após conversar com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
Conforme apurado, o pedido de expulsão foi feito por um assessor do candidato ao governo e presidente da legenda, senador Wilder Morais. O congressista, inclusive, havia lamentado o processo em nota pelo momento eleitoral. Com a descoberta, Márcio partiu para o ataque.
“Se for seguir a ferro e fogo [o que é infidelidade partidária], onde estava o senador [Wilder Morais] quando fugiu da votação contra Messias?”, referiu-se à votação no Senado que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Faz uma comparação: eu estive por um pequeno período na Câmara e nunca faltei a uma votação. Pega aquele período em que estive lá e o do senador. Qual foi o percentual que votei com a direita e qual foi o do senador?”
Segundo ele, os deputados federais de Goiás tinham interesse em apoiar o atual governo para tentar uma pacificação da direita e ajudar a eleição de Gayer ao Senado, mas Wilder priorizou os interesses pessoais. “Estive com Bolsonaro e ele me disse que a gente não consegue ganhar tudo, por isso tínhamos que priorizar o Senado.”
Ele ainda justificou sua escolha por Daniel. “O atual governador, mesmo contra o ex-governador Caiado, que tinha um outro candidato na cidade em 2024, me apoiou. Em poucos meses de mandato, resolveu problemas crônicos na cidade. Não posso colocar um projeto de cidade, um projeto da população aqui, em troca de um projeto pessoal e falido, sem consistência, sem sustentação”, alfinetou a candidatura de Wilder.
O prefeito ainda afirmou ter falado com Flávio. “Recebi ligação do Flávio Bolsonaro e ele disse que é importante o apoio que temos dado a ele na cidade.”
Quanto à decisão da comissão, ela tratou apenas da admissibilidade da representação e o processo agora segue para Conselho de Ética do partido. A representação foi feita no último sábado (22), com base na Resolução Administrativa nº 004/2026 da Comissão Executiva Nacional, que veda a quem exerce mandato eletivo pelo partido apoiar publicamente candidatos de outras agremiações e partidos que não integrem as coligações com o PL.