
Milei decreta expulsão de estrangeiros que promovam discurso antiargentino
Conforme o Gabinete da Presidência, a medida é uma resposta às "recentes manifestações de hostilidade" contra o país

Conforme o Gabinete da Presidência, a medida é uma resposta às "recentes manifestações de hostilidade" contra o país
Presidente da Argentina, Javier Milei decretou, na quarta-feira (29), a proibição de entrada ou expulsão do país para estrangeiros que promovam ou incentivem discurso antiargentino. O texto fala em mensagens de ódio, discriminação e violência contra argentinos em razão de sua nacionalidade.
Conforme o Gabinete da Presidência, a medida é uma resposta às “recentes manifestações de hostilidade” contra o país. O anúncio ocorre em momento de tensão com o Brasil.
Milei participou da convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto no sábado (25), em São Paulo. Na ocasião, ele chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “lixo socialista” e “presidiário”.
Com a repercussão, o governo federal convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, e pediu esclarecimentos. Da mesma forma, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Júlio Bitelli, foi chamado para retornar ao País.
Ainda sobre o decreto, ele foi assinado após o presidente argentino afirmar que o Brasil, o México e o partido Democrata (EUA) promovem uma “campanha antiargentina”. Sem provas, ele afirmou em uma rádio que o governo brasileiro financiou 25% dessa suposta prática.
Confira nota sobre o decreto na íntegra:
“O Gabinete do Presidente informa que o presidente Javier G. Milei assinou um Decreto de Necessidade e Urgência que estabelece como motivo para proibição de entrada e expulsão do território nacional todo estrangeiro que promova ou incentive mensagens de ódio, discriminação e/ou violência contra o povo argentino ou seus cidadãos em razão de sua nacionalidade, bem como o desrespeito aos símbolos nacionais.
Diante das recentes manifestações de hostilidade contra a República Argentina e os argentinos, o governo nacional reafirma que a defesa da nação, de seus cidadãos e de seus símbolos não é negociável. Quem atacar a República Argentina não é bem-vindo em nosso país.”
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