Com o avanço do calendário eleitoral e a proximidade do prazo limite para a realização das convenções partidárias, o presidente Lula e o PT aceleram os entendimentos para definir composições nos estados e estruturar palanques regionais.
Após superar divergências e encaminhar os acertos no segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais, Lula agora concentra a articulação da base aliada para destravar as negociações em Goiás.
Em Minas Gerais, considerado um termômetro histórico das disputas presidenciais no Brasil, o campo governista enfrentou semanas de indefinição. O PT chegou a convidar o senador Rodrigo Pacheco (PSD) para disputar o governo mineiro, mas o parlamentar declinou do pleito. Diante da negativa, a articulação voltou-se para nomes da própria legenda ou de aliados locais, como a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). A escolha do presidente Lula, porém, foi pelo nome do deputado federal Patrus Ananias (PT), que deverá ser anunciado como candidato ao governo mineiro.
Com as diretrizes para a composição no estado devidamente traçadas, o foco de Lula passa a ser a pacificação do cenário em Goiás.
No estado goiano, a complexidade gira em torno do alinhamento entre diferentes partidos da base aliada para as vagas ao governo e ao Senado Federal. A orientação da coordenação nacional do PT é evitar que divergências locais resultem em fragmentação do eleitorado progressista, garantindo assim um suporte consistente para a campanha presidencial na região Centro-Oeste.
Na avaliação do PT nacional, o nome ideal para disputar o governo de Goiás seria o da deputada federal petista Adriana Accorsi, mas ela tem insistido que vai concorrer à reeleição. Outro nome considerado pela articulaçãopol´tica de Lula é o da vereadora Aava Santiago, do PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin, que pode também ser candidata a senadora pela aliança PSB/PT. Fora das duas, há ainda opção do ex-deputado Luiz Cezar Bueno, que tem pouca expressão eleitoral no Estado.
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