Brasil, 10 de julho de 2026
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Política

PDT pede à Justiça para proibir que PL use imagem de Iris e sigla reage: ‘Querem calar Ana Paula’

Ação afirma que a sigla de Wilder "busca se legitimar ao se revestir com a biografia de um homem que dedicou sua vida a um projeto de país diametralmente oposto ao que o partido representado e seus líderes têm demonstrado defender"

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O PDT Goiás pediu à Justiça Eleitoral que proíba o PL de utilizar a imagem do ex-prefeito e ex-governador Iris Rezende (MDB). Na peça, o partido afirma que a legenda “busca se legitimar ao se revestir com a biografia de um homem que dedicou sua vida a um projeto de país diametralmente oposto ao que o partido representado e seus líderes têm demonstrado defender”.

Segundo o presidente do PDT Goiás, Kowalsky do Carmo Costa Ribeiro, o PL tem exibido painéis com a foto do Iris, inclusive nas Diretas Já, em suas reuniões e redes sociais. “Tudo que Iris representou é nada do que o PL defende. Iris foi filiado ao PTB, é da democracia, e o PL tem sido investigado por apoio ao golpe, tem a condenação de seu principal líder, que é o Bolsonaro”, afirmou ao Mais Goiás. 

Já o partido de Wilder Morais (PL) disse, em nota, que um partido “reconhecidamente alinhado às políticas de esquerda, de calar a pré-candidata a vice-governadora Ana Paula Rezende”. Ainda segundo o texto, “a violência política de tentar evitar que uma filha dedicada promova, honre e mantenha viva a memória de seu pai é uma afronta que não deveria ser considerada apenas como um ato político comum, mas sim como um ataque direto à verdade, à história e ao legado material e imaterial do ex-governador Iris Rezende, que foi fundamental para o desenvolvimento de Goiás”.

Vale citar que a advogada Ana Paula Rezende, filha de Iris, deixou o MDB e se filiou ao PL para ser vice de Wilder na disputa ao governo. A nota destaca que ela “deixou o partido ao qual estava filiada por considerar que a sigla havia se afastado dos valores e princípios que marcaram o legado do ex-governador Iris Rezende”.

Além disso, o PL ressalta que a advogada entendeu que o MDB optou por caminhos que destoam desse legado e se mostram incompatíveis com o respeito aos valores democráticos.

O PDT justificou a ação ao afirmar ser legítimo como um dos herdeiros da tradição de resistência democrática originada com o fim do bipartidarismo em 1979.