Brasil, 22 de junho de 2026
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OAB-SP pede transferência de Deolane Bezerra citando insalubridade e escorpiões

O pleito da OAB baseia-se em uma vistoria técnica realizada no Complexo Penal de Tupi Paulista (SP). O órgão aponta que o local apresenta ambiente insalubre.

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A OAB-SP protocolou um pedido de habeas corpus na Justiça solicitando a transferência da advogada e influenciadora Deolane Bezerra para uma Sala de Estado-Maior ou, alternativamente, a concessão de prisão domiciliar. Presa preventivamente desde 21 de maio, Deolane tornou-se ré na última terça-feira (16) por acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), em processo que envolve também Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

O pleito da OAB baseia-se em uma vistoria técnica realizada no Complexo Penal de Tupi Paulista (SP). O órgão aponta que o local apresenta ambiente insalubre e não atende aos requisitos de uma Sala de Estado-Maior, prerrogativa garantida a advogados enquanto não houver trânsito em julgado. Entre os motivos alegados pela defesa para a transferência, estão episódios de queda de pressão, síndrome do pânico e, especificamente, denúncias de uma infestação de escorpiões na cela da influenciadora. A OAB esclarece que sua atuação é estritamente institucional, voltada à tutela das prerrogativas profissionais, e não possui relação com o mérito criminal da custodiada.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), por sua vez, refutou as alegações de precariedade. Em nota, a pasta classificou como “improcedentes” os relatos de falta de higiene e infestação de animais peçonhentos, garantindo a periodicidade da dedetização e desratização, com a última ocorrida em abril. Além disso, um ofício enviado pela direção do presídio ao Ministério Público (MP-SP) detalha que Deolane está em um pavilhão isolado, dispondo de itens como chapinha, produtos de beleza, ventilador, televisão e banho com água quente.

A defesa de Deolane sustenta que ela é inocente e não possui qualquer ligação com facções criminosas. Enquanto aguarda nova decisão judicial, o caso continua a movimentar o debate sobre as condições de custódia e os limites das prerrogativas profissionais frente a acusações de crimes graves.