

O técnico Carlo Ancelotti adota cautela no uso de Endrick nesta Copa do Mundo de 2026. Após o atacante não entrar na estreia contra o Marrocos, o comandante busca blindá-lo da pressão popular, evitando carimbá-lo como o “salvador” da Seleção. A postura repete o histórico de gestão de Ancelotti no Real Madrid e de Dorival Júnior na Copa América de 2024, quando o jovem também teve pouca sequência.
A comissão técnica avalia que o atleta precisa evoluir taticamente e melhorar a concentração durante os 90 minutos, exigência corroborada pelo treinador do Lyon, Paulo Fonseca. Embora eficiente — com quatro gols e uma assistência em 534 minutos pelo Brasil —, Endrick foi titular apenas duas vezes desde 2023. Ancelotti projeta o jogador como um protagonista futuro, ao lado de nomes como Estêvão e Rayan, mas ainda testa sua melhor função, elogiando sua versatilidade ao atuar aberto.
Nos bastidores da CBF, o objetivo é amenizar o fardo sobre o jovem, garantindo que ele seja útil sem a responsabilidade de resolver problemas coletivos. Endrick tem lidado com o processo de forma madura e integrada ao grupo. A expectativa agora é que ele ganhe minutos diante do Haiti, na próxima sexta-feira.