O argentino Lionel Messi se igualou ao alemão Miroslav Klose como o maior artilheiro da história da Copa do Mundo com 16 gols. O atleta de 38 anos marcou três gols nesta terça-feira na vitória da seleção argentina por 3 a 0 sobre a Argélia e confirmou sua ondição de maior craque do futebol mundial na atualidade.
A noite de consagração de Messi começou com gosto de desilusãoi após um gol marcadompor ele anulado. Mais tarde, porém, o argentino desencantou, balançou a rede três vezes – marca inédita em sua carreira em Copas – e garantiu o triunfo dos atuais campeões.
A falta de desafios relevantes nos últimos amistosos deixou dúvidas sobre qual Argentina seria vista em campo na Copa. Messi estava em condições de servir a sua seleção? As perguntas viraram pó. Só restam certezas, ainda mais com os companheiros fazendo do craque um líder e procurando o artilheiro a todo instante.
“Quero desfrutar com meus companheiros, foi um momento muito lindo. Temos um vestiário muito unido e forte. Me sinto bem depois de ganhar um jogo difícil. Nunca é fácil jogar um primeiro jogo de Copa. Conseguimos sair na frente e depois aumentar o placar. Quero agradecer nossa torcida. A argentina é uma loucura. Agradeço por todo o esforço, vão a qualquer lugar, cantam até o último minuto. Sempre somos mandantes e é uma vantagem grande”, afirmou Messi.
Messi é um poço de criatividade, liderança e altivez. Ele foge dos holofotes, mas os holofotes do futebol o encontram. Por mais que ele relute em ser Messi, o destino está selado. Se faltava algo para o argentino, não falta mais. O argentino é o símbolo do esporte moderno, combinando genialidade com organização. De quebra, ele ainda se tornou o jogador mais velho a marcar mais de um gol numa partida de Copa, superando Roger Milla.
“Quando você tem esse tipo de jogador tem um ás na manga. Messi é o melhor jogador que vi. Temos de aproveitar até que ele diga que não vai jogar mais”, disse o técnico Lionel Scaloni.
Podendo fazer mais sete jogos ainda nesta Copa, Messi tem tudo para fazer evaporar as marcas de Klose. Seu maior rival não é Cristiano Ronaldo, é Kylian Mbappé, o francês que começou esta Copa marcando dois gols. Eles se enfrentaram nos dois últimos Mundiais. Uma vitória para cada lado. As apresentações nesta primeira rodada indicam que França e Argentina ganham metros na corrida das favoritas.
Pelo lado argelino, a grande decepção foi o goleiro Luca Zidane. O filho do craque Zinedine Zidane foi muito mal e falhou em dois dos três gols anotados por Lionel Messi.