

A abertura da Copa do Mundo de 2026 foi marcada por confrontos nos arredores do Estádio Azteca, na Cidade do México, nesta quinta-feira (11). Dezenas de manifestantes e policiais trocaram agressões enquanto a partida entre México e África do Sul acontecia dentro do estádio. Um policial foi visto com a cabeça sangrando. Os protestantes removeram algumas barreiras do perímetro de segurança antes de serem contidos pelos agentes. O confronto foi flagrado por jornalistas da GloboNews e da TV Globo presentes no local.

Foto: REUTERS/Fred Ramos

Foto: Lariza Relvas/TV Globo
Os manifestantes são liderados por professores em greve e familiares de pessoas desaparecidas no México. Os docentes reivindicam melhorias salariais e de aposentadoria há mais de uma semana e rejeitaram a proposta mais recente do governo em reunião na noite de quarta-feira. “Esta partida é uma distração, só serve à Fifa, à Claudia Sheinbaum e aos Estados Unidos”, disse um professor grevista sob anonimato. A presidente mexicana qualificou os protestos de “provocação” para gerar imagens de repressão durante a Copa e garantiu que não cairá na armadilha.

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Segundo a AFP, também houve caos na Fan Fest da Fifa na Praça da Constituição, no centro da cidade, onde a grande quantidade de torcedores e as barreiras metálicas instaladas pela polícia criaram um ambiente sufocante. “Levamos uma hora para entrar, foi um caos, e sair foi ainda pior. Pode até morrer gente lá dentro”, relatou um torcedor à agência.
Além dos protestos, o problema de vistos para os Estados Unidos também marcou o primeiro dia do torneio. O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim denunciou que seus fãs não conseguiram obter vistos americanos para acompanhar a seleção. “Os Estados Unidos foram claros conosco ao dizer que não queriam ver nossos torcedores”, lamentou o presidente do organismo.