

Virginia Fonseca e Zé Felipe estão sendo investigados pela Polícia Federal por movimentações financeiras suspeitas na Talismã Digital, empresa que os dois mantinham em sociedade. Mesmo após o divórcio formalizado apenas um mês depois da separação anunciada, o nome do cantor segue na mira das autoridades, já que as transações investigadas ocorreram durante a vigência da sociedade entre os dois.
A revista Piauí foi a primeira a revelar o caso. De acordo com a publicação, o Banco Santander comunicou ao COAF que entre março e setembro de 2024 a empresa de mídias digitais, hoje somente de Virginia, recebeu R$ 22,4 milhões. O que chamou atenção das autoridades foi a forma dos pagamentos: R$ 21,4 milhões chegaram via 44 PIX e outros R$ 1 milhão em 18 transferências TED, um padrão que acionou os alertas da inteligência financeira.
O principal depositante foi a AMP Pay Marketing e Negócios, empresa registrada no Simples Nacional e que funciona num box em Itajaí, Santa Catarina. Sozinha, a empresa transferiu R$ 17,7 milhões em cinco PIX, valor que supera em muito o teto permitido pelo regime tributário em que está enquadrada, de R$ 4,8 milhões por ano. A assessoria jurídica de Virginia afirma que os repasses correspondem a campanhas publicitárias devidamente contratadas e declaradas, com emissão de nota fiscal, e que tudo foi informado ao fisco.
No campo empresarial, a influenciadora acumula 38 empresas ativas abertas entre 2021 e 2026, quatro delas após a separação de Zé Felipe. A maior parte foi constituída entre 2023 e 2024, período em que Virginia ingressou na sociedade da We Pink ao lado de Samara Cahanovich Martins, Thiago Stabile e do sócio chinês Chaopeng Tan. A marca de cosméticos declarou faturamento superior a R$ 1 bilhão em 2025, consolidando Virginia como uma das empresárias mais relevantes do mercado de beleza e influência digital no Brasil.